sexta-feira, 31 de julho de 2015

O Grande Mistério da Salvação


                                              



- Introdução:

 Quando falamos da salvação lembramos-nos,“que estando ainda mortos em nossos delitos" Ef 2.5 e uma dívida ou uma cédula estava presente diante de Deus todo o tempo, colocando nossos pecados a mostra. Os homens tinham uma dívida enorme com Deus, por causa de seus pecados, Ele então decide para o bem da humanidade que aceitaria a morte de um inocente em favor de um pecador Lv 16.15. O sacrifício de animais (sacrifício de pessoas era proibido e não era aceito por Deus), era constantemente renovado, porque era um sacrifício temporário Hb 8.13, os pecados eram perdoados porém Deus queria algo superior, permanente, uma ministração no céu Hb 8.1-2, para que o velho sistema de sacrifícios desse lugar a um novo sistema, um novo concerto, que seria um modelo eterno feito uma única vez para o eterno aperfeiçoamento dos santos Hb10.14. Perfazendo assim todos os planos divinos para salvar a humanidade com uma grande estratégia, que começou ainda na eternidade Jo 3.16.

- Origem da Nossa Salvação


A Salvação preparada para o mundo perdido nasceu no coração de Deus, por isto a multidão salva vestida de vestes brancas, cantará nos céus “salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono" Ap 7.10. No dia da queda do homem, Deus prometeu enviar um Salvador, Ele disse a respeito da semente da mulher: “esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar" Gn 3.15, na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher Gl 4.4. A promessa se cumpriu literalmente, foi uma expressão do seu amor:
A- Deus amou o mundo de tal maneira...? (Jo 3.16).
B- Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo? (2Co 5.19). 

Se a morte na cruz foi tremenda para Jesus Mt 27.46, também o foi para Deus, não se pode explicar tão imensurável amor pela suas criaturas como demonstrado através do sacrifício de Jesus e Deus com sua justiça aceitou Hb 9.24-26. Na cruz foram provadas e mantidas quatro coisas importantes:

1. O amor de Deus Rm 5.8-10
2. A sabedoria de Deus que se revelou na cruz 1 Co 1.18-25, com uma profundidade insondável Rm 11.33-35
3. O poder de Deus 1Co 1.24-25
4. A justiça de Deus diante de todo o mundo 


O Significado da Salvação

De todas as palavras empregadas para definir a experiência transformadora que é o encontro do homem com Deus, a palavra salvação é a mais usada.
A palavra salvação, significa em primeiro lugar, ser tirado de um perigo, livrar-se, escapar.
A Bíblia fala da salvação como a libertação do tremendo perigo de uma vida sem Deus (At 26.18; Cl 1.13).
Tradução da palavra grega soterios, tem a significação de tornar ao estado perfeito, ou restaurar o que a  queda causou. A salvação desfaz assim, as obras do diabo 1Jo 3.8, Deus usou métodos tanto no passado, presente e usará no futuro, Deus sempre teve seus representantes para anunciar a Salvação. Todavia os obstáculos eram tão grandes, que sempre carecia da ajuda do próprio Deus.


- As naturezas de Deus e do homem.


Uma das evidências anunciadas pela Palavra de Deus, é que ela mostra um Deus Salvador e redentor IISm 22.3, Deus livrou o seu povo de todas as aflições não deixando de destacar os inimigos nacionais e individuais Sl 18.4. Todas as pessoas precisam de um Salvador, pois o homem não pode salvar a si mesmo Lc 17.33 e este Salvador é Jesus Jo 12.47.
Assim como Deus tem a natureza salvadora em Jesus, o homem discorre uma vida pecaminosa iniciando com o primeiro casal se cobrindo e escondendo de Deus Gn 3, O homicida Caim Gn 4, até os fatos do Apocalipse 20.
A natureza salvadora de Deus tem tido uma evidência na obra salvadora de Jesus, no diário de Anne Frank ela cita uma das palavras mais comuns ouvidas até nos dias de hoje, “a humanidade precisa de educação, e não de salvação.” A humanidade precisa sim da Salvação como:

1- Salvação da morte (Mt 8.25);
2- Das enfermidades (Mt 9.22);
3- Da possessão demoníaca (Lc 8.26-33);
4- E principalmente da morte Espiritual (1Co 1.21).


O Amor e a Santidade de Deus são notáveis, mas o homem é ímpio e mal. Quimicamente falando é uma mistura heterogênea e impossível de acontecer dadas as circunstâncias, por causa da natureza, imaculação de Deus. É  impossível fazer uma mistura homogênea entra óleo e água. Jesus morreu por nós sendo nós ainda pecadores Rm 5.8, para que as impossibilidades tornassem possíveis no amor de Deus Rm 4.25.
A Santidade de Deus abrange tanto o Novo quanto o Antigo Testamentos Js 24.19; Lc 1.49, pelo seu grande amor Ele não justifica o ímpio Êx 23.7. Deus é imparcial na justificação Pv 17.15, o amor de Deus é algo imensurável, se lembrarmos dos sofrimentos de Jesus na cruz do calvário e Deus ficou impassível aos fatos, tudo isso foi por amor ao homem Jo 3.16. Quando damos algo a alguém, essa pessoa tem o domínio sobre o bem adquirido, Deus deu seu filho em favor dos homens, por isso Deus ficou de mãos amarradas quanto aos sofrimentos de Seu filho.
Jesus suportou a cruz para a nossa felicidade, por isso Ele julgará o mundo com eqüidade  Sl 98.9, não aceitará propinas, pois nada se iguala a sua morte de cruz Dt 10.17, a Bondade, a Graça e a misericórdia de Deus. A mensagem da Salvação, deve ser encarada pelo homem com santidade  retidão.

1. A bondade de Deus:

A- Deus é Bom Sl 34.8; 100.5
B- Deus é abençoador Sl 119.68
C- Não quer que ninguém se perca 2Pe 3.9
D- Deus é longânimo 2Pe 3.15


2. Sua Graça:

A- Para os dons 1Pe 4.10
B-  A graça na revelação 1Pe 1.13
C- Graça de chegar ao trono Hb 4.16
D- A graça para a Salvação Tt 2.11


3. Misericórdia:

A- Por Maria Lc 1.48
B- Para os que o temem Lc 1.50
C- Para a Salvação Lc 1.72

Sem estes fatores primordiais em hipótese alguma poderíamos ter a Salvação, Deus sendo onipotente pode dar ao homem o direito de ser salvo, porém, através de Jesus temos o direito de ser chamados filhos, não só filhos como também co-herdeiros em Cristo Rm 8.16-17.
A obra salvadora foi realizada por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mas o decreto foi de Deus Pai.

-
O Propósito de Deus

Somente podemos entender os planos e métodos de Deus para a salvação Rm 13.11, através de um estudo detalhado das Escrituras IITm 3.15, a salvação é a grande obra espiritual de Deus com relação ao homem Fp 1.19. Através de sua presciência, Deus tinha plena consciência de que o homem haveria de cair em pecado, antes mesmo da criação Deus já sabia. Ainda assim, Deus não mudou seus propósitos, fez o homem e deu-lhe responsabilidade e deveres Ef 1.4, a onisciência de Deus seria uma arma poderosa para Ele simplesmente parar com o mundo. Vejamos:

1. Criou o homem, o homem pecou
2. Criou os anjos, um terço dos anjos pecaram
3. Criou as nações, as mesmas estão se acabando através das guerras;
4. A natureza, a mesma está sendo consumida pelo homem
5. Deu inteligência para o homem, o homem não sabe usar. 

Ora, vejamos bem, era só Deus não ter criado o homem, teria evitado todos seus dissabores, pois Ele já de antemão, sabia de todos os resultados. Mas Deus é misericordioso e quer que o homem se salve.


-O propósito de Deus na natureza humana.

Quando o homem pecou ocasionou a perda de sua inocência e santidade  Jó 31.33, porém isso não o privou de todo conhecimento espiritual ITm 2.14, Deus tem providenciado para que esse conhecimento nunca acabe Rm 1.20. O propósito de Deus é que o homem chegue ao conhecimento da Salvação, podendo somente entender e chegar ao conhecimento da Salvação, quem conhecer para se livrar da escravidão do pecado. Note bem a história, tanto secular como os fatos narrados pela Bíblia Sagrada, mostram-nos que as mais diversas nações tinham seus deuses e praticavam sacrifícios para eles, mais em nenhuma vez mostra que os deuses tinham compaixão do povo. O propósito de Deus nas escrituras sabendo que o Novo Testamento é o cumprimento do Antigo, temos que voltar ao Antigo para entender o propósito de Deus (Gn 3.15. É Deus quem determina as coisas, Ele espalha, Ele ajunta Dt 30.3, Deus tem propósito somente com aquele que Ele ama (Gn 4.4). 
Caim trouxe uma oferta sem fundamento, por isso irou-se profundamente, quando Deus deu ao povo de Israel a tábua da lei era um propósito de fidelidade mútuo que ambos firmaram, todavia Israel não cumpriu. Deus enviou os Profetas, os Sacerdotes, Reis, Juízes e hoje temos a Igreja. Deus nunca deixou seu propósito cair por terra, na fase inter-testamentária quando o povo ficou sem profeta durante aproximadamente 400 anos, não foi porque Deus havia deixado de olhar para a humanidade, era uma preparação para o recebimento do Messias, o povo estava sedento das coisas de Deus, mesmo assim Deus enviou João Batista primeiro Mc 1.2. Ele veio como anjo do Senhor, a Igreja através dos irmãos lavados e remidos pelo Sangue de Cristo são Anjos de Deus a serviço da Salvação.

-A extensão da obra da salvação.


A Bíblia nos diz que todo que  nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna Jo 3.15, somente temos vida por Jesus Jo 6.33,35. É uma promessa universal At 2.21; 3.21, por isso que defendemos que o sacrifício de Jesus foi genérico Jo 10.11, Jesus morreu por todos, entretanto, infelizmente, nem todos reconhecem o sacrifício de Jesus tem que se chegar a Ele Rm 5.18.
Não há distinção de pessoas, raças, ou posição social Cl 3.11 é somente crer Mc 16.15-16, a obra da salvação não pode ser restringida a determinada camada da sociedade, pois o sacrifício vicário de Jesus foi para todos At 14.27. Jesus falava meu sangue que é por muitos derramados, simplesmente Ele estava desvinculando os que crêem dos que não crêem na obra salvífica do Senhor IJo 2.1.


-Os Métodos de Deus

Deus tem um só plano de Salvação, isso não quer dizer que Deus age de um só modo Hb 1.1, ou seja, Deus tem um só plano dentro deste plano existem vários métodos, vejamos um exemplo: O cordeiro de Deus era conhecido com efeito antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos 1Pe 1.20. Para Eva a solução da separação do homem com Deus estava resolvida no nascimento de Caim, ela disse: "Adquiri um varão do Senhor" Gn 4.1, puro engano, Caim tornou-se mais tarde um assassino e os métodos de Deus não poderiam vir imediatamente, quando lemos, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei Gl 4.4. O aguardo do tempo de preparação tinha um tríplice objetivo, vejamos:

1- Revelar ao homem a verdadeira natureza do pecado e a grande depravação em que a raça humana havia caído;
2- Revelar a verdadeira incapacidade de preservar ou obter de novo um conhecimento adequado a Deus ou livrar-se do pecado através de filosofia e de arte;
3- Ensinar que os verdadeiros perdões somente são possíveis através do ato substitutivo.


No passado.

Deus não muda, todavia, seus métodos freqüentemente se renovam. Deus colocou nossos pais, lá no jardim do Éden Gn 2.15, um lugar perfeito Deus tomou todas as providências para a felicidade do homem ao submeter ao mais simples teste, o homem caiu. Como conseqüência, ambos, homem e mulher tornaram-se culpados perante Deus e Deus providenciou uma salvação ao homem caído. Foram dessa maneira as alianças (Aliança significa pacto, conserto; entre homem e homem ou entre homem e Deus). 
São sete as alianças, a saber:
Edêmica Gn 2.16
Adâmica Gn 3.15
Noélica Gn 9.16
Abraâmica (Gn 12.2
Mosaica Êx 19.5),
Davídica 2Sm 7.16
E a Nova Aliança Hb 8.8 


É bom saber que Deus sempre agiu para a recuperação do homem caído, mais é bom entendermos que para cada época existiu um método apropriado. No período antediluviano, Deus deu a oportunidade para que o homem fosse levado de volta a Deus através de sua consciência,a Palavra de Deus nos diz que Caim foi um assassino, porém, Deus teve piedade através da descendência de Sete, com o passar dos tempos casaram entre si e houve a mistificação. Trazendo desagrado a Deus, em todos estes métodos ou épocas o homem sempre decepcionou a Deus.

No presente.

Um método totalmente mudado teve por conseqüência o presente 1Co 1.30, o período da Igreja. Foi uma nova sistemática, ou seja, Deus usando seu próprio filho como o Salvador, o método usado foi pela morte de Jesus. Foi expiado o pecado dos crentes do Velho Testamento Hb 11.37-39, bem como os crentes do Novo Testamento Rm 3.21-26. Deus agora oferece Salvação através do seu Filho Hb 11.40, antes dessa época o plano da salvação era um plano obscuro. Mas hoje é um plano claro e evidente para qualquer pessoa que queira conhecê-lo, somente é exigido que o pecador aceite o que Deus providenciou em Cristo. Se o homem aceitar pela fé a oferta da vida ele é nascido de novo Jo 3-3 e o  Espírito Santo vai trabalhando na vida do homem de maneira que o seu trabalho provoque a regeneração no íntimo do homem.
E o mesmo espírito aperfeiçoe a santidade na vida do cristão, isso não quer dizer que o homem responde prontamente ao convite da salvação. Muitas vezes demora muito tempo para entender o que Deus quer em nossa vida.

No futuro.

Deus tem prometido uma melhor mudança para o período do reino, Cristo deve reinar em todos as áreas nas quais o pecado entrou, Ele já veio uma vez, mas o povo não lhe deu ouvido Jo 1.11. Entretanto, Jesus virá novamente e desta vez vai assumir o controle de tudo Ap 11.15, pela força, Israel será o centro desse reino.
Esse período vai começar com um mundo convertido, muitas pessoas vão nascer no milênio, porém nem todos serão convertidos. Não é o reinado que vai fazer o mundo ficar justo, entretanto, somente a graça de Deus pode fazer uma transformação no coração individualmente do homem. Vai haver salvação no futuro como houve no passado e está havendo no presente, somente com a atuação de Deus tem tido métodos para cada momento.
No Armagedom o Senhor vai julgar as nações que vieram contra Ele, acorrentará a Satanás, apenas os salvos da terra serão deixados para irem ao reino.

-A Obra de Cristo na Salvação


A obra de Cristo é a coluna central do plano de Deus para a redenção,  é o eixo central no qual gira todo o sistema, ela não se restringe somente a oferta sacrificial de Jesus.


-A humilhação.
Jesus foi humilhado, primeiro Ele teve que renunciar Fp 2.7-8, renunciou a sua majestade sendo martirizado não recebendo o justo direito de nobreza superior, pois era nobre do céu. Uma das mais humilhantes formas foi Jesus se humanizar, pois o homem representava o fracasso, o pecado, mais Cristo se fez pecado por nós 2Co 5.21. Ele se tornou legalmente responsável por nossos pecados sujeitos a maldição da lei Gl 4.4, quando Jesus foi crucificado passou uma dúvida cruel na cabeça dos seus seguidores.  Se ele tem poder porque se sujeita a uma morte tão horrenda?

-O sacrifício

É importante frisar a palavra sacrifício, vejamos no Antigo Testamento, Deus queria um sacrifício de Israel Êx 29.28. Na páscoa, lembremos da figura do cordeiro Êx 12.1-13, quando colocavam as mãos no sacrifício, significava isto é meu sacrifício, porque ele esta sendo sacrificado em meu lugar. Hoje a   conotação mudou, em João 1.29 Cristo é o cordeiro, Isaías 53.7 diz como um cordeiro Jesus foi sacrificado por nós. O sacrifício de Jesus não é chamado sacrifício simplesmente porque ele foi morto em nosso lugar, mas vejamos alguns aspectos:


1-   Morava nos lugares celestiais, teve que renunciar;
2-   Era príncipe no céu, veio como um qualquer na terra;
3-  Vivia no paraíso, teve que trabalhar para se sustentar;
4-   Tinha vida eterna literalmente no céu, teve que experimentar a morte, etc.


A vitória.


O profeta Isaías descreveu com uma veracidade tremenda a vitória de Jesus Is 53.11, quando todos pensaram que Jesus havia se acabado, foi aí que ele cresceu Mt 16.18. Jesus desceu ao hades  Ef 4.9 e venceu.
Tinha a carne mortificada, mas o espírito vivificado 1Pe 3.18, pregou até aos espíritos em prisão IPe 3.19, Jesus foi conquistando vitória, e a maior vitória foi a salvação da humanidade.
Em vida Jesus teve as maiores vitórias que um homem pode desejar, vejamos: contra o diabo, na tentação, na cura dos paralíticos, dos cegos, nas ressurreições, no endemoniado de Gadara e principalmente na morte de cruz e na ressurreição, Jesus é um eterno vencedor, a Igreja é vencedora.
A evidência interior da salvação é o testemunho direto do espírito Rm 8.16, o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
A evidência externa da salvação a todos os homens é uma vida de retidão e de verdadeira santidade Ef 4.24, "...e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade".

- Conclusão:

Em toda a história da humanidade, veremos variações em todos os níveis do homem, desde o seu existir até a maneira de conduzir sua vida. Fazendo as coisas mais improváveis, como no êxodo aspirando ainda ares do Egito, Deus os livra de seus opressores como forma de "gratidão" diante de tantos benefícios recebidos de Deus, eles fazem um grande bezerro de ouro com suas joias. Mais uma vez, Deus mostrou sua grandeza, quando Israel vivendo em pleno estado de apostasia, Deus usou o profeta Isaias para dizer: “Eu anunciei e salvei e eu o fiz ouvir e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois minhas testemunhas.”
Em face de tantos acontecimentos ao longo de ocorridos com o passar das décadas, séculos e milênios. Vemos um grande amante pela sua criação, fazendo as coisas mais impossíveis para salva-la, primeiro dos seus próprios desejos e segundo de todos os seus inimigos. Ao mentor, construtor e administrador deste tão grande e infalível projeto de salvação humana, todas as honras e mérito por suas conquistas. Por isso os homens por mais desejo, nunca verão um deus semelhante a este Deus.



                               Deus vos abençoe, o Deus desta tão grande salvação!

terça-feira, 14 de julho de 2015

                                 
Porque "não" para Caim e sua oferta?




Introdução:

- A oferta jamais pode ser apresentada sem propósito e a mesma precisa  ter um padrão de excelência, ninguém deveria chegar de mãos vazias no ato de ofertar, ou chegar com uma oferta fora dos padrões daquele que recebera, nesse caso Deus, Gn 4.4. A oferta de animais, teria que ser feita por um sacerdote, porém, antes da oferta acontecer, era feito uma inspeção e o animal separado para o sacrifício não poderia ter qualquer tipo de anomalia, porque se tivesse, o mesmo não atendia aos padrões das leis sacrificiais Lv 22.20. Na lei de Moisés haviam especificações estreitas, conhecidas como: lei da oferta de animais, quase todos animais poderiam ser oferecidos a Deus como oferta, com exceção dos animais que eram considerados imundos, grifo nosso, veja Lv11.
- Deus, deu a lei de sacrifícios a Moisés para regulamentar as ofertas e ninguém mais oferecesse alguma coisa ao Senhor e a mesma não fosse aceita, por não estar em conformidade com as prescrições previstas na lei mosaica. Não estamos mais no período da lei mas sim da graça Ef 2.8 hoje, nossa oferta consiste em dar nosso melhor a Deus, apresentando-nos, a nós mesmos como sacrifício vivo Rm 12.1.

- Uma oferta sem propósito.

- Os tempos são outros Adão e Eva, não estão mais no no jardim do éden, agora eles tem dois filhos segundo Gn 4.1, Eva fica até entusiasmada com a chegada do primeiro filho após o pecado, porque ela pensa na profecia de Gn 3.15 e no nascimento de Caim a possibilidade de redenção. Caim e Abel, agora são adultos e preparam-se para uma grande oferta ao Senhor Gn 4.3-4, "aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor," semelhantemente Abel, porém " Abel  também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura." O versículo 4, nos mostra que Deus aceita Abel consequentemente sua oferta, por que?

1)  Primeiro Abel é avaliado
2)  Depois a oferta é observada

1.1- Abel coloca em seu coração pela fé Hb 4.11, o desejo de oferecer a Deus seu melhor, por isso alcança status de ser maior que seu irmão, contudo apesar da riqueza de detalhes que a bíblia oferece sobre Abel e seu cordeiro, contudo (esse é o sentido ou teria um não aqui) fala muito acerca de Caim. Nós apenas sabemos que Caim era lavrador e pega os frutos da terra e vai para o sacrifício, todavia em primeiro lugar não vem a oferta, mas o ofertante e suas intenções Lc 21.1-4, Gn 22.2, Hb 10.1.

1.2- Caim assim como Abel, é avaliado, porém não é aceito, consecutivamente sua oferta também não. O texto não diz nada que não seja que Caim e Abel foram e fizeram seu sacrifício ao Senhor com o que levaram, independentemente do que os historiadores dizem, que naquele tempo, Deus já havia falado que o sacrifício só poderia ser de animais, Caim não é aceito, não, por causa da sua oferta, por ter separado qualquer coisa para oferecer, mas sim por ter um coração mal IJo 3.12.

1.3- Caim era maligno e é um grande exemplo de cristão carnal, que se comporta de acordo com suas vontades, seu querer, seus pensamentos, etc... Ele simplesmente oferta, porque queria ser maior que seu irmão, seus sentimentos são manifestos e encontramos um homem fútil, egoísta,desanimado e triste, (todas as vezes que nos entristecemos, é porque não obedecemos a Deus e a sua palavra), Pv 16.1. Deus sabia quem era Caim, assim como sabia que Adão ouviu a voz no jardim, mas fingiu não ter ouvido Gn 3.9, também Israel que falava de Deus com seus lábios, todavia seus coração estava vazio Is 29.13.


- O que estamos ofertando?

- Jd 1.11, não entremos pelo caminho de Caim, o que se tem apresentado a Deus como oferta hoje? Somos confrontados a levar o que é excelente Rm 12.1, ao Senhor, contudo, diversas vezes nos vemos ofertando qualquer coisa. Para quem é a oferta? É para Deus, então para Deus pode ser mais ou menos? Assim está bom... Davi é um ícone nesta área, não oferecerei  ao Senhor meu Deus Holocaustos que não custem nada II Sm 24.24. Israel já passava por um período de três anos e meio de fome, quando Davi e Araúna conversaram, Davi entende que a situação era caótica e resolve fazer o que ele mais tinha conhecimento, adorar o Senhor v. 25. Oferecer o melhor empreende sacrifícios, dedicação, significa, abrir mão da sua própria vontade para atender um a vontade maior, a divina.

- Para mudanças o primeiro passo é querer fazer diferente, não contentar-se com a situação atual. Ter conhecimento do que fazer, ou permanecer na teoria de nada adianta, pouco se aproveita de teorias que não são praticadas Mt 7.24. Jesus conversa com um jovem, depois de sido procurado por ele, o jovem, então começar a falar e vem a teoria, conheço os mandamentos deste minha mocidade Mc 10.20, pra que tanto conhecimento, se na hora de serem colocados em pratica não são? Temos muito conhecimento, porém pouca intimidade com Deus, se ele soubesse que conversava com o filho de Deus Jo 20.31, talvez não teria nada a falar, que não fosse, fazer tudo conforme o pedido de Jesus. O que muito se vê atualmente é uma geração muito argumentativa, poderosa nas escrituras, como Apolo At 18.24, pessoas com diplomas acadêmicos, exímios profissionais, versados em diversos conhecimentos, contudo vazios de Deus, porque não sabem, que "perto está o Senhor dos que tem coração quebrantado Sl 34.18". Precisamos de menos autonomia e mais dependência do Senhor, assim saberemos o que ofertar e quando ofertar Os 6.3.


- Como estamos chegando para ofertar?

- Quando vamos fazer alguma coisa para o Senhor, seja qualquer coisa, desde um trabalho na igreja, à momentos de oração, fazemos para quem? Para Deus? Ou simplesmente por que estamos sentindo vontade, de fazer conhecido das pessoas o que estamos fazendo? Fazer jejum, era um problema para os sacerdotes nos tempos de Jesus, segundo a lei de Moisés, o jejum deveria ser feito duas vezes por ano, mas os sacerdotes faziam, seu jejum duas vezes por semana Lc18.12. O problema não era fazer jejum e sim  mostrar para as pessoas que estavam desfalecidos, com semblante descaído, porque estavam jejuando. Jesus chama-os de hipócritas Mt 6.16, porque o jejum era uma oferta ou sacrifício feito para Deus, como forma de comunhão, intimidade, o jejum seguia de um propósito, contudo era banalizado pelos sacerdotes, quando  feito apenas com interesse de auto promover-se, mostrando-se superior, mais santo. Então as pessoas olhavam e diziam: como são santíssimos, os sacerdotes são demais, representam o Senhor fielmente na terra. Faziam apenas para aparecer ou se mostrar, pensamento dos sacerdotes: não existem pessoas como nós, somos únicos. Que tipo de sacrifício é esse? Todas as vezes, que pensamos ser superiores em alguma coisa, por melhor que façamos, somos iludidos pela vaidade do nosso coração, toda oferta sem qualquer dúvida, precisa ser precedida de muita humildade, para que seja aceita por Deus. Todas as vezes que chegamos a Deus com uma oferta, não importa oque seja, desde uma simples quantia em dinheiro ou um louvor, incorremos em duas possibilidades.


A- Ser observado
B- Ser aceito e também a oferta

- Faz-se, de tudo para ofertar, muitas vezes sem a preocupação de mensurar, que tudo é avaliado por Deus, desde o coração do ofertante, até a oferta para serem aceitos. Neste tempo, que é chamado de período da "graça," Deus, não se esqueceu de saber  a diferença, entre uma oferta verdadeira e um coração quebrantado Sl 51.17,19.


- A dura face da rejeição.

- Um dos dias mais esperado por Caim e Abel chegou, o dia de se apresentar diante do Senhor com oblações, seus pais foram destituídos do paraíso por causa do pecado, fazia-se necessário uma preparação para tal. Afinal, faziam parte de uma geração pecaminosa, que precisava desesperadamente apresentar ao Senhor, algo novo e diferente, que produzisse um impacto e mudanças, em uma geração que veio após o pecado. Eles estão diante de Deus Gn 4.3-5, cada um com sua melhor oferta no altar (Veja 1 Rs 18.32 sobre altar), para o sacrifício a Deus, então o sacrifício é feito, a resposta é imediata. Sim, para Abel e sua oferta e não, para Caim e sua Oferta, Caim não quer aceitar, está revoltado com resposta de Deus, porém ainda é lhe dado uma nova chance e também uma orientação. Contudo, Caim resolve não ouvir, a voz de Deus, para continuar dando ouvidos a voz do seu maligno coração. O "não" para Caim,como resposta era resultado de uma sondagem Sl 139, que o Senhor fez, nos lugares mais ocultos da sua alma e viu, que não havia sinceridade, honestidade e principalmente integridade em seu coração. A resposta negativa que o Senhor deu para Caim, não representava favoritismo pela oferta de seu irmão, mas uma possibilidade através da repreensão de uma mudança no seu carácter, uma transformação. Entretanto, modificações são produzidas somente quando nós permitimos que o Senhor as faça.


- Conclusão:


- O desfecho desta história não fica por conta de suas ofertas, porém de seus ofertantes, que se aproximam de Deus, com interesse em comum, que é oferecer um sacrifício ao Senhor. Independentemente do que os estudiosos dizem, acerca da oferta de Caim, que invés de apresentar cereal, deveria ter sacrificado um animal. A vontade de Deus é que todos os seus adoradores,"o adorem em espírito em verdade" Jo 4.24, adoradores sabem o que ofertar, porque seu foco não está na oferta, sim em como agradar a Deus com suas vidas, para viver cada vez mais, um relacionamento íntimo e verdadeiro com Deus. Na nova aliança, a oferta não tem validade sem sinceridade consigo mesmo, Deus só recebe, ofertas que são, oferecidas com o coração aberto, de pessoas que tem consciência que suas vidas primeiro tiveram que passar pelo altar  de Deus.

       
Deus vos abençoe abundantemente!




terça-feira, 30 de junho de 2015

                      
           E pra você quem é Jesus?
                               

     



Mas o Espirito expressamente diz que nos último dias apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas demônios: pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência II Tm 4:1-2

Introdução:

- Vivemos em um cenário caótico, ainda que pouco observado, porém é fato, estamos vivendo dias em que a realidade bíblica muito diverge com conceitos, idéias e inovações, que vem sido apresentados em todos os níveis de comunicação. Nós temos visto e ouvido coisas que fogem de um padrão ou modelo que só encontramos através da bíblia, entretanto, apesar de toda controvérsia que em muitos se instala como uma cola que não quer se desgrudar temos toda verdade revelada a nós através da bíblia, não nos deixando confusos com o que é falado em todos os níveis da sociedade e até nos meios de comunicação, estamos em contato constante com a realidade bíblica ou pelo menos deveríamos estar, para não sermos contados entre aqueles que um dia tendo total conhecimento da verdade, foram levados pelo sistema que opera hoje neste mundo I Jo 5. 19.
- Diante de tantos acontecimentos e transformações como temos encarado as questões espirituais? Temos sido influenciados a ponto de mudanças radicais? Ou ainda preferimos nos achegar aos pés do Senhor e buscar o que é real para nossas vidas através de seus escritos At 17.11? Sem sofrermos influências por parte daqueles que não observam mais as coisas como antes. Fato é, nesses últimos dias os nossos alicerces da fé precisam estar cada vez mais sólidos.

  1-  Como Jesus é visto em Cesaréia?

- E chegando Jesus às partes de Cesaréia de filipe, interrogou os seu discípulos, dizendo: "Quem dizes os homens ser os filho do homem? E eles diziam João Batista, outros Elias e outros Jeremias, ou um dos profetas. E vós, quem dizeis Eu sou?" Mt 16: 13-15

  1.1- Primeiro, estamos falando da cidade do irmão de Herodes, que fazendo uma reforma na cidade de Cesaréia, ele coloca seu próprio nome, passando a se chamar Cesaréia de Filipe e como mais uma cidade romana era dominada pelas crenças pagãs tanto do romanismo, quanto do gregorismo que também era muito forte naquela época. Esta cidade estava ao norte do mar da Galiléia e trazia consigo uma parte em sua história que ficaria marcado para sempre nós anais da história.

  1.2- Segundo, os discípulos são interrogados por Jesus, sobre o que a população achava que ele seria, seus moços começam a falar e pelo menos segundo o texto de Mateus as pessoas falam; de quatro possibilidades,

  a) Jesus é João o Batista

  b) Ele é Elias

  c) Jeremias ou

  d) Um dos profetas

 A multidão de pessoas com as quais o discípulos falaram não se preocuparam em falar algo novo ou desconhecido de todos sobre Jesus, por que? Porque por mais divino e maravilhoso que Ele fosse, para as pessoas de Cesáreia de Felipe, não passou de um ser humano que operava grandes milagres como qualquer um personagens bibico do velho testamento e na melhor das hipóteses o grande profeta da qual Móises falou: em Dt 18.18.

2- Uma realidade que assusta


- Vemos uma cidade falar de coisas que não sabem, ou no contexto geral não fosse interessante, porque falam de João o Batista, porque acharam que Deus o ressuscitou entre os mortos, Elias porque eles creram que Deus o trouxera de volta dos céus, ect... Jesus poderia ser qualquer coisa para eles, mesmo tendo operado tantos milagres, a ponto de chegar ao conhecimento dos cidadãos de Felipe. A falta de percepção e distância entre suas tarefas e as coisas espirituais era visível, sua preocupação estava em como deixariam de ser escravos e como eles conseguiriam a liberdade tão sonhada como nos tempos áureos da grande Israel.

-Jesus era apenas a possibilidade de solução rápida para seus problemas, como com os dez leprosos Mt 17.12, ou ainda a possibilidade de terem sua fome saciada Jo 6.26, cansado de ser um objeto de desejo e apenas um realizador de maravilhas, Ele fala aos judeus de forma exortativa e eles pedem um sinal vv.30, como se Jesus tivesse caído de paraquedas na frente deles naquele momento.

2.1- Três tipos de pessoas acompanhavam Jesus diariamente

  • Multidão
  • Ovelha
  • Discípulo

- Porém, no contexto o mestre parece não se importar tanto com a opinião pública apesar de perguntar aos seus discípulos, "...quem dizeis os homens ser o filho do homem?"


3- O que Jesus queria saber de verdade?


- "Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?" Mt 16. 15, parece que agora Jesus chega onde realmente queria chegar, uma pergunta direta para aqueles que estava com ele diariamente vendo-o fazer todas as coisas mais impossíveis de serem vistas. Nesse ponto eles, os discípulos já haviam passado pelo sermão da montanha Mt 5, a cura de um leproso Mt 8.1, o embravecer do mar de Tiberíades Mt 8.23, a cura de um paralítico Mt 9, uma mulher que sofria de hemorragia ser curada Mc 5.21, um certo cego e mudo é curado Mc 3.6-12, etc...
Logo vamos perceber observando o texto que, o Mestre realmente queria saber o que passava pela compreensão de seus seguidores, a respeito de quem Ele era.

3.1- Doze homens e uma revelação

- Jesus está envolto de todos os seus discípulos e um diálogo está acontecendo, perguntas sendo respondidas e o assunto ficando cada vez mais interessante, eles estão alegres e felizes, porque estão juntos como uma família até que um silêncio se instaura entre eles, quando Jesus lhes pergunta diretamente sobre o que acreditavam ser o Mestre. O silêncio é quebrado quando Pedro fala o que Jesus realmente queria ouvir, "...tu és o cristo, filho do Deus vivo" vv 16, Pedro também vai fazer uma outra revelação maravilhosa acerca de Jesus em Jo 6.68.

A) - Tinham doze homens pelo menos, porque tinha setenta discípulos e os doze que estavam com ele constantemente, contudo apenas um homem fala com certeza da sua procedência e os outros, será que se sentiram tímidos? Ou realmente não sabiam dar a resposta certa? No seu grande plano econômico não está inserido em seu plano a acepção de pessoas, logo Ele vai falar, mas nem todos ouvirão sua voz. Tem-se o registro de diversas pessoas que ouviram Deus ao longo da bíblia em seu fulgurante compêndio, alguns  nomes podem ser citados: Adão na dispensação da inocência, Enoque na dispensação da consciência, Abraão, Moisés e Samuel no período do governo humano.
- Na parábola das bodas Mt 22 .1, tem-se a real visão de como Deus trabalha, o rei mandou seus servos  falarem com seus convidados sobre uma grande festa, todavia não fizeram caso do convite e no vv 14 a bíblia vai nos dizer: "...que muitos são chamados, mas poucos são escolhidos". O que nos remete ao pensamento que o poder de participar, ouvir, estar na no meio é nosso e então só quando não queremos ficamos de fora.

B)  Sempre haverá pessoas que serão convidadas para a festa e  pessoas que ouvirão e aceitarão o convite para participar das coisas divinas, certamente esses saberão quem Jesus é e o que Ele representa para cada um deles.

4- Quem é Jesus para nós?

  • Um grande e amoroso homem que já viveu?
  • Alguém digno de ser lembrado somente em alguns momentos?
  • A porta que vai se abrir nos conduzindo aos tesouros desta terra?
  • A possibilidade de escaparmos de ir para o inferno? Ou...
  • Uma pessoa que só procuramos em aperto?

- Nunca saberemos responder quem é Jesus sem atentarmos para a obra do calvário, Ele sempre será um estranho para nós, porque não temos intimidade com a cruz para fazermos a distinção entre o que você pensa e o que realmente Jesus é.


Conclusão:

- Se alguma dúvida paira em nossos corações, a ponto de não termos uma visão ou um conceito claro acerca de Jesus, é um grande sinal de que não temos a resposta certa para dar sobre Ele. Paulo nos dá uma dimensão clara de quem é Jesus, leia Fl 2.5-11 e 1Pd 1.20, eles falam de Jesus com propriedade e consciência, também o escritor aos hebreus 10.14, quando diz: "porque por uma só oblação, aperfeiçoou para sempre a todos os que são santificados". 
Que Jesus para nós seja simplesmente o que realmente no mais profundo de nossas almas, precisamos e nunca mais seremos vítimas de dúvidas e incertezas que minam a fé crista.




sexta-feira, 12 de junho de 2015

                                       

  Superando momentos de crise, para viver momentos de glória!

                                 
Quem foi Jefté?
                                           
                                          

Introdução

       Vivemos em mundo, que se torna cada vez mais exigente com passar dos dias, nos fazendo rever conceitos, idéias, comportamentos etc... Porque tudo ao nosso redor com ou sem a nossa percepção modifica-se, nos fazendo refletir o quanto precisamos melhorar, para não sermos engolidos pelas mudanças que acontecem em várias áreas da vida. E nem sempre ou talvez na maioria das vezes não estamos prontos, quando nos pegamos em estreitos financeiros, problemas de ordem familiar e/ou sociais, como devemos nos comportar?
     Apenas observamos com olhar passivo e deixamos as coisas seguirem seu curso ou resolvemos encarar de frente os obstáculos que se apresentam afim de superá-los?
   Certo que as reações, referentes à nossa vida, dependem de como vamos nos comportar nos momentos de adversidade, superação é uma questão de vital. Olhe ao seu redor, talvez você não saiba, mas existem várias pessoas que são exemplo de superação, em muitas níveis da vida, desde a perda de um simples trabalho à maior luta que a pessoa já enfrentou.
      Abordaremos agora, o poder de superação.


1- Vivendo em meio a uma sociedade sem padrões ou padrões deturpados

       A nação de israel vivia em um tempo, conhecido como  período dos juízes, uma época conhecida como o período da judicatura de Israel, que durou aproximadamente 455 anos, entre os momentos em que eram julgados e os períodos em que jaziam o que queriam sem um magistrado, Jz 17: 6; 21: 25.
      Esse tempo é conhecido como período negro da história de israel, porque eles faziam o que era reto aos seus olhos, logo não se tem lei, regras ou padrão de comportamento a ser seguido. Essa época foi marcada pela apostasia,  Jz 3:7; 17:4-5, pelo pecado, pela sodomia Jz 19, pela barbárie e pela crueldade, Jz 20.
    Eles vivem entre o padrão, daqueles que já habitavam ali naquelas terras antes deles, a uma profunda e sincera vida de retidão de a Deus, Sl 66:1.

1.1- O filho da prostituta

- Dentro de contexto nasce Jefté, que seria o oitavo libertador de israel, de um relacionamento desastrado entre seu pai Gileade e uma prostituta. Mas não era o primeiro filho de seu pai, ele tinha mais irmãos e a situação de Jefté que já não era boa estava prestes a piorar, porque seus irmãos legítimos são mais velhos e decidem entre si, que o filho da prostituta seu meio irmão não mais faria parte do seu convívio, Jz 11:2.

1.2- Vivendo momentos de crise

- Jefté foge, (grifo nosso), esse é termo comumente utilizado, porque ele sai disparado de sua casa, com o pensamento que havia sido expulso por seus irmãos, com apoio de seu pai, não pensa em absolutamente nada que não fosse sair daquele lugar e ir para um lugar o  mais distante possível.

1.3- Vítima do baixo comportamento de uma sociedade sem moral

- Ele vai morar na terra de seus vizinhos, os cananeus, ele vai para uma terra por nome de Tobe e naquele lugar ele passa um dos momentos mais tenebrosos de sua vida, porque não vai para um hotel cinco estrelas chegando a Tobe, Jz 11:3 (parte a), ou na pior das hipóteses para casa de alguém conhecido. Jefté está desamparado, a margem de uma sociedade estranha e enfrentando talvez um dos seus maiores desafios, como continuar vivendo sem esperança, ele tinha que buscar motivos para a razão da sua vida. Então ele vai pra um lugar onde ficavam os homens da mais baixa moral, Jz 11:3 (parte b).

2- Nunca pare de lutar

- Não se tem detalhes da vida de Jefté em Tobe, porém não temos inscrições na bíblia que ele desistiu pelo contrário tem-se registros da sua sua fidelidade a Deus, quando ele é procurado pelos anciãos de Gileade, por causa da opressão que o povo de israel estava sofrendo, por conta de seus opressores. Sua história é tão comovente, que ela nos remete a história de Davi e a proximidade com que elas aconteceram, I Sm 22. A história de alguém, não pode ser feita se não por ele mesmo, Jefté tinha tudo em suas mãos para se esquecer de tudo, abandonar tudo e desistir, entretanto, não foi assim com Demas, foi para tessalônica e  o que mais choca vem agora, amando o século presente, II Tm 4:10. "Se te mostrares frouxo, no dia da angústia sua força será pequena"  Pv 24.10.
-Jhon Rider, estava hospedado junto com irmão, eles se despedindo pra dormir, quando pela madrugada o irmão foi até o quarto de Rider ver porque a luz de seu quarto estava acesa, ele se deparou com Jhon Rider lendo a bíblia, então  perguntou o que ele estava fazendo ele disse: "estou procurando mandamentos para obedecer".

2.a- A cruz é constituída de três regras:

1- Não ter vontade própria

2- Disposição

3- Vontade

Obs: Leia Lucas 9:27

3- Tempo de superação - um tempo que revela quem você é!

- Nem passava pela cabeça de Jefté ser juiz de israel, quanto mais que seria procurado, contudo quando Deus o Eterno e Soberano Rei, o escolheu para magistrar sobre israel, seu predecessor Jair o último juiz de israel até então havia morrido e o povo de israel voltou a pecar. Então eles são suprimidos pelos amonitas, considerados escória, Israel novamente estava cativo de uma nação pagã, quando é procurado pelos anciões de Gileade para que fosse o comandante do seu povo para guerrear contra o povo de Amom. Quem disse que Jefté tinha conhecimento de batalha para os anciões, Jz 11: 6? Será que não havia homem para liderá-los em israel? Não se sabe o nível do sofrimento dele, todavia chegou ao fim, porque o dia raiou, Sl 30.5; 51,15; 90,15; 118,5.
- Em seu comentário Arlindo Teodoro diz: "Os fatos os homens conhecem, porém a verdade só Deus a detêm".

Conclusão:

       Os fatos não reproduzem a realidade, eles podem ter sido mal interpretados ou quiseram o mal, porque de fato é característico do ser humano, Sl 51.5; estou falando do pecado original. Ninguém pode falar nada acerca de alguém com certeza e afirmação, nas entrelinhas não somos detentores desse saber. Por natureza somos árbitros, lançadores de sentença, sem tirarmos as devidas conclusões, Mt 7:5. Somente suas atitudes, suas ações podem falar quem você é de verdade, a vida vai te proporcionar vários momentos pra você mostrar quem realmente é, o que dizem ou uma pessoa completamente diferente dos juízos que lançam sobre você. Jefté poderia sofrer por um estigma, ser violentamente castigado pelos seus sentimentos, por ter sido desprezado, humilhado e esquecido por sua família. Contudo nós diz a carta magna, "ainda que uma mãe se esqueça do filho que amamenta eu jamais me esquecerei de ti"Is 49.15. 
        Jefté, apesar de seus desalentos soube superar e ver na crise a oportunidade e a possibilidade de superar seus estigmas e mudar sua história, não sabemos e nem podemos afirmar que pensamentos pairavam sobre ele quando foi procurado pelos anciões para lutar, contudo uma coisa podemos afirmar que ele não ficou inerte diante da situação, ele superou o preconceito, o abandono, a rejeição e através da sua fidelidade a Deus culminados com sua sua atitude trouxeram a vitória aquele povo. E você como tem se posicionado em momentos de crise?



Supere os momentos de crise e viva momentos de glória!
Deus te abençoe!







terça-feira, 2 de junho de 2015


Fui salvo e agora?  
                                                                                                              
                                        

Introdução:

       O Servo de Deus e em especial o jovem cristão, precisa saber viver em qualquer lugar ou ambiente e dar testemunho eloquente da sua fé em Jesus Cristo, mesmo que esteja sozinho, longe do pastor, dos pais ou dos irmãos em Cristo.
       Muitos, mesmo tendo nascido num lar cristão, só conseguem manter-se firmes enquanto são crianças, levadas à Igreja pelos pais. Quando se tornam adolescentes, já começam a se sentir inseguros e chegam a desviar-se, quando se tornam jovens.
         É preciso saber conduzir-se em qualquer lugar, diante de quem quer que seja, sem envergonhar-se do maravilhoso nome de JESUS.
Meditaremos em alguns aspectos que precisam ser considerados nesse assunto.


l. TOMAR POSIÇÃO NA IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO

1.1 Como Salvo

- Nascido de novo Jo 3.33-5;
- Regenerado: nova maneira de viver - II Co 5.17;
- Nova maneira de pensar - Rm 12.2;
- Posição de salvo. Daniel e seus companheiros, no meio de muitos estranhos, em um palácio real, não negou sua fé nem a seu Deus.

1.2. Como Discípulo  e fazendo discípulo

- Discípulo é aquele que segue a alguém. Somos discípulos de Jesus.
- O discípulo de Jesus tem características especiais. - Jo 13.34,35;
- O amor é a marca principal do cristão: amar a Deus, amar ao próximo e ATÉ aos inimigos - Mt 5.44-45.
- Tomar posição como discípulo.

1.3. Como Servo

- Servo é aquele que está disposto a servir;
- É a posição mais difícil na vida do cristão. Muitos só querem mandar, ser senhores;
- "Eu, um servo?" (Livro recomendado);
- Jesus, Senhor e Mestre, deu-nos o exemplo - Mt 20.25-28; Jo 13.4-8; 12-15.
- É necessário tomar a posição de servo.

2. TOMAR POSIÇÃO NO TESTEMUNHO

2.1. Como Luz do Mundo

- É testemunho a ser visto pelos homens - Mt 5.14-16;
- É o testemunho em posição elevada (No velador e não debaixo da cama);
- Nós temos a luz da vida - Jo 8.12;

2.1.1. Falando de Cristo com a preocupação de frutificar

- Sempre que tiver oportunidade - At 4.18-20;
- Falar a tempo em fora de tempo - Com sabedoria;
- É preciso ter sabedoria no falar:
. Não lançar pérolas aos porcos  Mt 7.6;
. Não perder tempo com o herege - Tt 3.10;
- Preparado para responder com mansidão - 1 Pe 3.l5;
- Há cristãos que não gostam de falar de Cristo. Têm vergonha - Lc 9.26;

2.l.2. O Testemunho na Escola

- Em nosso livro "A Família Cristã nos Dias Atuais", damos uma orientação sobre como tomar posição como crente na escola;
- Ali, há grande índice de pessoas que se desviam dafé;
- As igrejas não têm condições de manter escolas em todos os níveis. Bom seria que pudesse tê-las pelo menos até o segundo grau; (Já há muitas escolas dentro da Nova Era);
- A escola é um desafio ao testemunho, à tomada de posição: PROFESSORES, COLEGAS, MATERIALISMO, DROGAS, LIBERTINAGEM, RELATIVISMO, ETC;
Como se conduzir na escola:
. Orar antes de sair de casa;
. Ser um leitor da Bíblia;
. Não se ocultar como crente;
. Não se irritar quando for criticado;
. Ser bom aluno;
. Pesquisar e ler bons livros evangélicos;

2.1.3. O Testemunho no Trabalho

- Um desafio tão grande quanto o da escola;
- É importante saber conduzir-se como na escola: orar antes de ir para o trabalho, ler a Bíblia, Não se ocultar como crente, não se irritar quando for criticado, etc...
- Especificamente, o cristão deve ter os seguintes cuidados no trabalho:
. Ser pontual e assíduo;
. Ser eficiente;
. Ter a presença de Deus. Veja o exemplo de José: "O Senhor era com ele" - Gn 39.4-4
. Ter cuidado com "AS ARMADILHAS DO AMBIENTE": Grande parte das horas do dia passamos no trabalho. Aí, podem surgir tentações, "convites", assédios, sexo, dinheiro, ameaças de perda do emprego, etc.. José foi assediado por uma mulher ímpia no trabalho, na casa de Potifar.

2.l.4. O Testemunho no Namoro ou Noivado

- Só namorar uma pessoa crente II Co 6.14;
- Respeitar o "terreno dos solteiros".
- Lembrar que nosso corpo é templo do Espírito Santo -I Co 6.19-20
- Fugir dos desejos da Mocidade - 2 Tm 2.22;
- Convidar Cristo para estar presente no namoro ou noivado.

2.l.5. O Testemunho com a vida

- Como Sal da Terra
- É o testemunho silencioso: não se vê, mas se sente - Mt 5.13;
- O sal preserva, conserva e dá sabor : Não ser de mais nem de menos;
- Sal de mais: fanatismo; sal de menos: frieza, pecado, sem sabor;
- O fruto do Espírito: Temperança (vem de tempero): em tudo; no orar, estudar, jejuar, etc.
- "Assim falai e assim procedei" - Tg 2.12;
- Não devemos ser como os fariseus hipócritas;
- Grandes pregadores arruinaram seus ministérios porque não pregaram com a vida: só com palavras!

3. OBSTÁCULOS À TOMADA DE POSIÇÃO

3.1. Receio da opinião dos outros

- O receio arma laços - Pv 29.25;
- A pessoa fica presa. Não toma posição;
- Não devemos agradar a homens quando precisamos tomar posição como crentes - Gl 1.10.

3.2. Inveja secreta do ímpio

- Prejudica a tomada de posição;
- É preciso avaliar a situação do ímpio - Sl 9.17;
- DAVI quase se desviou - Sl 73. 17-20;
- MOISÉS preferiu sofrer a pecar - Hb 11.23-29.

3.3. Receio de perder amigos

- JESUS disse: "Quem não é comigo é contra mim" - Mt 12.30;
- Quem são os amigos de Jesus - Jo 15.14;
- Quem são os amigos do mundo - Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17;
- Quem são os companheiros do crente - Sl 119.63;
- É interessante ter amigos, mas comunhão só com os servos de Deus - Rm 12.18;
- O MELHOR AMIGO É JESUS! Devemos tomar posição ao lado dEle.

4. COMO TOMAR POSIÇÃO SOZINHO ACERTADAMENTE

4.1. Fazer tudo para a glória de Deus - 1 Co 10.31;
4.2. Fazer tudo em nome de Jesus, dando graças a Deus - Cl 3.17;
4.3. Fazer de todo o coração, como ao Senhor - Cl 3.23;
4.4. Fazer o que é lícito e conveniente diante de Deus - 1 Co 10.23;
4.5. Não dar escândalo ao mais fraco - 1 Co 8.9-13;
4.6. Não fazer em caso de dúvida -  Rm 14.23;
4.7. Lembrar que vamos dar contas a Deus de todas nossas obras - Rm 14.11,12; Ec 11.9.
4.8. Evitar a aparência do mal - 1 Ts 5.22.

Conclusão:

            Diante de um assunto moderno, porém de muita complexidade, o assunto abordado nesse estudo não tem a mínima pretensão de expor pecados, ou elevar o viver cristão a um nível tão grande, que sob nenhuma hipótese possa ser vivido. A proposta desse estudo é de trazer a lume as possibilidades e as diversas, que você pode ser o melhor instrumento já utilizado por Deus neste lugar onde estiver, sede santos como Eu sou Santo. Deus conhece nossa capacidade, sabe até onde temos condição de ir, contudo é possível ter um comportamento diferente em todas as esferas do mundo físico, 2 Rs 4.9. Porque estamos sob observação constante, pode não ser capazes de perceber, porém somos observados a todo instante, Hb 12.1. O mundo clama por homem e mulher de Deus, em face da perda dos bons costumes, do baixo nível da moral e da ética, que estão fazendo parte do mundo contemporâneo.

Faça a diferença e seja uma benção!

quinta-feira, 21 de maio de 2015


Batalha Espiritual  Parte II






"Amados, quando empregava toda diligência, em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" 
(Jd 3).


     Introdução:

Originalmente, Judas pretendia compartilhar com seus companheiros crentes as questões da fé comuns a todos eles. Mas, o Espírito Santo o redirecionou a um assunto de maior urgência. Questões da fé "uma vez por todas... entregue aos santos" estavam sendo tanto sutilmente solapadas como profundamente pervertidas. Hoje em dia acontece o mesmo que naquele tempo. Todos os santos isto é, cristãos – Ef 1:1; Cl 1:2, etc. devem batalhar diligentemente pelos ensinos da fé "dados por inspiração de Deus 2 Tm 3:16.


      1-  O que é batalhar diligentemente?

     Batalhar diligentemente por algo não é uma atividade de menor importância. A passagem paralela normal desse versículo é 1 Timóteo 6:2 "Combate o bom combate da fé..." Em ambos os casos, o sentido é de trabalhar fervorosamente, ou esforçar-se, como um atleta que irá participar de um evento esportivo. A analogia do esporte oferece uma ilustração muito clara: bons atletas têm que treinar com vigor para atender às exigências do seu esporte. Da mesma forma, um cristão dedicado deve condicionar-se espiritualmente para atender à exortação de Paulo: "Exercita-te pessoalmente na piedade" 1 Tm 4:7. Paulo usou freqüentemente a correlação entre os esforços dos atletas e o andar dos cristãos para mostrar que a vida de um crente renascido não tem por objetivo a passividade. Ela requer treinamento espiritual, que inclui muitas das qualidades demonstradas por um atleta superior: diligência, dedicação, auto-disciplina, disposição de aprender, etc. Entretanto, do mesmo modo como no cenário esportivo dos nossos dias, muitos de nós se dedicam a ser espectadores – não necessariamente "inativos", mas definitivamente não jogadores.
     Muito freqüentemente a reação à exortação de Judas é dizer que é melhor "deixar o batalhar pela fé para os especialistas", isto é, para os estudiosos, os teólogos, os apologistas ou autoridades em seitas. Há no mínimo dois problemas com tal idéia.

       1.1- Em primeiro lugar, as palavras de Judas não foram escritas a especialistas em teologia, mas "aos chamados, amados em Deus Pai, e guardados em Jesus Cristo" – ou seja, a todos os Seus "santos" Jd 1:3. 

        1.2- Em segundo lugar, um dos principais aspectos da batalha pela fé está relacionada com o desenvolvimento espiritual de todo santo. Em outras palavras, batalhar pela fé não é somente para especialistas em seitas, nem envolve necessariamente argumentar ou confrontar os outros. Batalhar pela fé deveria ser o padrão de vida espiritual de todo crente. 1 Pe 3:15.
          
          2- O desejo de estudar diligentemente a Palavra de Deus

     Batalhar diligentemente pela fé requer o desejo de estudar diligentemente a Palavra de Deus. Jesus estabeleceu um programa de crescimento para todos que se entregaram a Ele: "Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos" Jo 8:31. Em 2 Timóteo 2:15, Paulo acentua o exercício prático, diário, de todo crente: "Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." O coração do cristianismo é um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. Estudar e aplicar as Escrituras é a forma principal de desenvolver nosso relacionamento pessoal com Ele; trata-se de conhecê-lo através da revelação Dele mesmo. Mas nunca com apenas o olhar analítico por causa disso doutores, grandes teólogos, estão distantes da fé genuína, por sentirem apenas o apelo ao conhecimento, sem priorizar a comunhão com Deus se esquecendo de Pedro. 2 Pe 3:18

        3-A necessidade de conhecimento para combater

     Batalhar diligentemente pela fé,exige conhecimento, sabedoria e vontade. Precisamos de treinamento pela necessidade  da capacitação em função das lutas que serão travadas ao longo da vida. Pense,que você estará sob constante avaliação para ser pego,em algum deslize ou erro, logo faz-se necessário o conhecimento do seu veto para que ele não tenha exito em suas tentativas.

        3.1- Ele conhece a raça humana desde sua criação Gn 2:7

        3.2- Algumas coisas trabalham a favor do inimigo de nossas almas

        3.3- Não conhece pensamentos, todavia conheceu milhares de pessoas iguais a você, ao longo das décadas, séculos e milênios, com personalidade, carácter, pensamentos e idéias.

          A luta não é humana, não contra as trevas, logo as armas não podem ser humanas nem tão pouco carnais.Nesta luta tudo pode acontecer,até as coisas mais inesperadas,então não duvide que seu inimigo tente chegar a presença de Deus para falar coisas a seu respeito para ter permissão para te tentar em áreas da sua vida até inimagináveis.

        4- Contra quem estamos lutando, quem está no enfoque?

         4.1- Em primeiro lugar, lutamos contra um reino que se contrapõe a tudo relativo ao reino que nós cristãos pertencemos, logo entende-se que a nossa luta não é contra carne. "Mas contra o diabo e suas hostes da maldade que habitam as regiões celestiais" Ef 6:12 Contudo nesse interino, volta e mais voltas, parece que os cristãos se esquecem que sua luta sob determinadas circunstâncias não é espiritual; porque se degladia em uma luta explosiva com seu próprio irmão, sem que se de conta muitas palavras já foram ditas, ações injustificáveis e comportamentos que não exaltam a Deus Fl 2:3. Não dignificando assim o cristão as palavras de Jesus quando disse: "...que não se pode esconder uma cidade edificada sobre monte" Mt 5:14. 
            Existem três coisas que na vida em potencial podem levar a destruição: 
            A) Ira, 
            B) Orgulho
            C) Ódio.

            4.2- Como conseguinte, se em primeira instância, lutamos contra o inferno, temos uma luta na qual travamos e sinceramente esta merece respeito, obs: nunca perca o respeito pelo oque é superior a você. Travamos batalhas contastes ou a todo momento contra nós mesmos, contra nosso próprio eu, suas vontades e seus famigerados desejos essa é a sua carne. Paulo em um constante embate com a suas próprias vontades se viu em aperto, porque o Paulo espiritual queria fazer a vontade de Deus, porém o Paulo homem atentava para as coisas da carne que sofrimento Rm 7:24. Esse assunto é um campo a muito a ser explorado, porque vivemos essa realidade todos os dias e muitos tem ficado para trás no mundo espiritual, porque não se tem sabido lutar com ele mesmo. Nossa natureza é decaída, será por que Paulo escreve uma carta a igreja de corinto e os exorta? veja 1 Co 1:26-27 e veremos a mais alto nível expressão de Davi sobre o assunto "...em iniquidade fui formado e em pecado me gerou a mãe" Sl 51:5. Todavia existem três coisas que não devemos perder 
           A) Fé 
           B) Esperança 
           C) Amor
           
  Conclusão:

             Tendo jejuado, quarenta dias e quarenta noites, foi o maior de todos os mestres levado pelo Espirito Santo ao deserto da Judéia para ser tentado ou seja passar pela prova. Manisfestou pelo menos três sentimentos em Jesus no momento da tentação. 1) Fome, se como Deus Ele era o pão da vida, Jo 6:35 parte A, Ele teve como qualquer homem, 2) Sede, como Deus era o detentor das águas que jorram para a vida eterna Jo 7:38 e por fim 3) Medo, difícil  de acreditar mas nos estamos falando de Alguém que se fosse apenas Deus não passaria por nada disso, mas com seu poder desfaria-se de tudo Gn 1:3-8.Todavia estamos Falando de alguém que também era homem, Is 9:6 parte A, venceu também o medo de lutar não apenas contra o diabo, mas também contra suas vontades (Jesus era fruto do Espirito Santo, portanto não tinha o pecado original em si, porém tinha vontades, desejos, como qualquer outro nascido de mulher Lc 1:35). Passa por tudo e vai finalizando dizendo: "Tenho vos dito isso, porque no mundo tereis aflições, mas eu venci o mundo". Obs: João na sua epístola vai dizer: que "o mundo jaz no maligno", contudo ele está falando do sistema 1 Jo 5:19 e quando o diabo leva a Jesus ao topo do mundo é o que ele lhe  quer oferecer... Lc 4:5-6. Ele começou vencendo, apenas como homem para nos mostrar que as possibilidades são acessíveis, porém é possível resistir e vencer! O que culmina com com a nossa luta diária em todos os níveis.



"Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenha, paz. 
Nesse mundo vocês terão aflições; contudo, tenham bom ânimo!
Eu venci o mundo"
João 16.33